terça-feira, 1 de julho de 2008

Monaural

Monaural

Por que não me apreendes?

Não consegues perceber o quanto espero?

Por que teimas em ignorar minha porta aberta na madrugada?

Acaso terei deixado a luminária por demais velada e não me viu solícita?

Por que não me atende?

Acaso o som de minha voz te aliciando não tem força pra dobrar tuas esquinas?

Por que me compreendes?

Acaso terei aceitado a permuta entre meu corpo precipitado e minh’alma calma?

Por que não ficas?

Acaso meus gritos se esvaíram nas toadas que usei pra disfarçar minha ânsia?

Por quem?