Monaural
Por que não me apreendes?
Não consegues perceber o quanto espero?
Por que teimas em ignorar minha porta aberta na madrugada?
Acaso terei deixado a luminária por demais velada e não me viu solícita?
Por que não me atende?
Acaso o som de minha voz te aliciando não tem força pra dobrar tuas esquinas?
Por que me compreendes?
Acaso terei aceitado a permuta entre meu corpo precipitado e minh’alma calma?
Por que não ficas?
Acaso meus gritos se esvaíram nas toadas que usei pra disfarçar minha ânsia?
Por quem?


3 comentários:
Então agora sei quem assina "Destroços"! E agora sei também que você inaugura este canto seu. Chego a me sentir privilegiada de ser a primeira a comentar.
É de fato frustrante quando não conseguimos dobrar ou fazer com que se dobrem algumas esquinas. E aí o que a vida solocita é o exercício da adaptação, ou o de saber mudar o alvo. E é tudo tarefa complicada.
Beijão, amigo!
Cadê você que até meu último mail votou?
Por que não continuou com o "monaural"?
Beijo
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